Actualmente temos muitas informações sobre os cães e todos os critérios das raças estão completamente estabelecidos, mas ao longo da história isto não era assim. Originariamente estabelecia-se uma distinção muito mais simples, distinguindo os cães pelo tamanho. Assim tínhamos cães pequenos e cães grandes.
E a função destes pois era marcada pelo seu tamanho regra geral. As raças maiores eram utilizadas para trabalhos de força ao ar livre, enquanto que as pequenos usavam-se para caçar pequena pragas.
Os cães no antigo Egipto e na antiga Roma
Se falamos da evolução dos cães ao longo da história, a primeira passagem em que queremos ver é no antigo Egipto, em que descobrimos que os cães já eram considerados animais de estimação. E não é só isso, como estes também tinham nome. Este dado o sabemos pois foram encontradas inscrições em vários túmulos egípcios.
Já na antiga Roma encontramos grandes molossos treinados para o combate. Antepassados dos mastins também foram utilizados como cães de guarda. Uma curiosidade encontramos em Pompeia, onde já se utilizava o famoso aviso “Cuidado com o cão” nas portas das casas. A inscrição em latim era “Cave Canem”.
Aparecimento dos mini cães
No ano 1000 AC, na China, aparece a moda dos mini cães. A corte imperial se encaprichou do Happa, um pequeno cão rechonchudo de nariz achatado. Ao cruzar estes com os malteses criou-se os pequineses. Os chineses limitavam o crescimento das crias cruzadas fechando-as em pequenos jaulas e achatando os focinhos com paus de madeira.
As primeiras distinções entre raças
No século XII as cortes reais europeias começaram uma pequeno distinção entre raças, decretando que apenas a corte real tinha direito a ter mastins de caça e galgos, as duas variedades principais da época.
Se alguém tivesse alguma das duas raças sem pertencer à corte poderiam ser feitas excepciones, mas se viam obrigados a cortar-lhe as garras para que os cães naos pudessem ferir os veados reservados para as caças reais.
Desta forma começou-se as distinções dos cães de raça. Esta distinção, que durou até ao século XX, foi da mão da classe social. A nobreza e a aristocracia seleccionavam eles mesmos as raças. Os cães eram utilizados para a caça e também para animais domésticos. Os camponeses e mais tarde os obreiros criaram os seus próprios cães de trabalho.
Histórias da realeza e os seus cães
Várias cortes reais da Europa possuíam uma infinidade de cães e não faltam anedotas sobre o comportamento excêntrico dos soberanos com os cães. Por exemplo Enrique VII condenou à morte na forca um dos seus mastins por atacar um dos leões da casa real. O pobre cão foi condenado à morte pelo delito de traição à pátria.
Enrique VIII decapitou a sua segunda esposa, Ana Bolena, em 1536 e ordenou no mesmo dia também decapitar Urian, o cão favorito da antiga rainha.
Os cães e a navegação
Durante os séculos XVI e XVII os marinheiros, os colonos e os soldados europeus cruzaram o oceano levando com eles os seus cães. Das suas jornadas por novos mundos trouxeram novas variedades que aceleraram a hibridação da espécie canina.
Classe obreira de cães
A revolução industrial na Europa e nos Estados Unidos levada a cabo no século XIX foi a responsável directa do que podemos chamar “classe obreira de cães”. Muitos agricultores sentem-se atraídos pela cidade em busca de trabalho e os cães se convertem em ferramentas de trabalho.
Não é necessário dizer que estes animais tinham uma existência cheia de sofrimento. Alguns eram treinados para girar incansavelmente rodas que moviam brocas em fornos assadores ou que accionavam bombas de água. Outros utilizavam-se para puxar carros que entregavam leite. Muitos cães eram utilizados como auxiliares para levar diferentes objectos.
Primeiros cães de salvamento
Não obstante nem todos eram trabalhos abusivos Nessa época aparecem por exemplo os primeiros cães de resgate. Estes aparecem em Paris, e era uma tentativa para acabar com o aumento alarmante de suicídios por afogamento no Sena. A equipa de resgate era formada por 7 cães terranova, conhecidos pelas suas qualidades de nadadores. Rapidamente converteu-se no cão preferidos de Paris.
Primeiras exposições caninas
Foi a inícios do século XIX quando surgem na Europa e nos Estados Unidos as classes média que começaram a ter cães como animais de estimação. Este feito não estava apenas reservado à aristocracia.
A meados do século os criadores e os comerciantes começaram a organizar as primeiras exposições, para que todos pudessem admirar as novas variedades de cães que chegavam. Com as exposições também chegaram os primeiros standards caninos.